Ufologia, ou "ovnilogia", é o termo que se utiliza para definir a pesquisa e coleta de dados sobre o fenômeno conhecido como "Objeto Voador Não Identificado" (OVNI, em português, ou UFO - Unidentified Flying Object -, em inglês). Estuda os Fenômenos aéreos desconhecidos, bem como suas consequências diretas e indiretas, tais como impacto sobre as testemunhas, alterações comportamentais resultantes, ufo-cultos, etc.
Marte já foi azul...
Os primeiros sinais de vida em Marte foram detectados em 1996, num meteorito marciano que caiu na Antártida. Não ele não trazia homenzinhos verdes fossilizados. Mas continha cristais de magnetita parecidos com os produzidos por bactérias terrestres. Em janeiro de 2001 os cientistas comprovaram que a magnetita tem origem exclusivamente orgânica. Uma das imagens mais intrigantes recolhidas pela sonda Mars Global Surveyor é a de sulcos, idênticos a de um rio seco. Eles aparecem nas encostas e escorrem pela montanha. Uma das teses de Nasa sustenta que haja água líquida em uma camada subterrânea de Marte. Em certos pontos onde essa camada está exposta, a água brotaria na superfície num jato rápido demais para congelar e formaria sulcos.Ao detectar rochas magnetizadas na superfície do planeta no final do ano passado, a sonda comprovou que Marte já teve um campo magnético como o da Terra. Esse campo serve de escudo para a atmosfera, protegendo-a da radiação solar. Isso indica que a atmosfera marciana pode Ter sido densa como a terrestre, condição para a vida. É sabido que Marte teve uma intensa atividade vulcânica no seu primeiro bilhão de anos. Agora os cientistas descobriram redes de canais ao redor de vulcões e bacias sedimentares enormes parecidas com antigos oceanos. A combinação de calor e água líquida gerou a vida na Terra. O mesmo pode Ter acontecido no planeta vermelho.
Debate sobre a existência de vida inteligente
Veja os argumentos de alguns especialistas que são contra e outros que são a favor da idéia de vida no cosmo.
Galáxias Estéreis
Sustentam que apenas as galáxias espirais, parecidas com a Via Láctea, poderiam ter planetas que com condições de abrigar seres complexos, têm elementos vitais como oxigênio, ferro ou carbono. Esses não existem em galáxias anãs e as que estão em colisão são violentas demais. Sobram as espirais cerca de 20% do total.
Estrelas de sobra
Muitos cientistas alegam que o número de galáxias é imenso – em torno de 100 bilhões, segundo as estimativas. Assim, mesmo se apenas um quinto delas – 20 bilhões - tiverem condições propícias deve haver uma grande quantidade de planetas habitados por aí.
Limite estreito
Dentro das galáxias espirais, só uma faixa relativamente estreita de astros teria condições semelhantes às que o Sol oferece ao desenvolvimento de criaturas complexas. No centro da galáxia há tantas estrelas que sua luz torraria os possíveis ETs. Na borda, a pobreza de elementos químicos dificultaria a evolução.
Bastam 5% dos astros
Mas o planetologista James Kasting diz que diversos tipos de astros, não só os semelhantes ao Sol não é pequena, pois ela pode superar a marca dos 20 bilhões, segundo as estimativas aceitas.
Ajuda extra
Não basta só a estrela ser adequada, A terra é protegida pelo planeta Júpiter: por Ter uma massa elevada, ele atrai cometas e asteróides que poderiam cair aqui e extinguir outras espécies. A lua ao girar em torno da Terra, lhe dá estabilidade. Assim, nosso planeta não balança instavelmente, o que abalaria toda a sua biologia.
Biologia resistente
Não está claro se a Biologia precisa de proteção espacial para se desenvolver. De fato, a Terra já foi bombardeada em diversas ocasiões, ao longo de sua história. A despeito de diversos episódios de extinção em massa, a evolução não deixou de avançar na superfície. Para isso bastar vermos que a extinção dos dinossauros devido a queda de um asteróide gigante, levou ao florescimento dos mamíferos, que tinham o cérebro mais que seus antecessores.
Subsolo privilegiado
O interior do nosso planeta, por ser quente, move os continentes, gerando vulcões e terremotos. Este processo recicla, na medida certa, elementos químicos essenciais à irrupção biológica. Dificilmente haverá condições geológicas em outro mundo.
Calor interno
Geologia ativa não é exclusividade da Terra. A Astronomia mostra que só corpos celestes pequenos como as luas perdem a energia produzidas durante a sua formação e carecem de substâncias radioativas para gerar calor interno. No Sistema Solar, além da Terra, Vênus e Marte também tiveram movimentos geológicos no passado.
Texto retirado da revista Superinteressante, ano 14, nº 4, Abril 2000, Paulo Nilson.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário